quinta-feira, 7 de dezembro de 2017

(178) Navega seguro...(Furadouro)

“Que sonhos? Eu não sei se sonhei... Que naus partiram, para onde? Tive essa impressão sem nexo porque no quadro fronteiro naus partem - naus não, barcos, mas as naus estão em mim.” 
(Fernando Pessoa)

“O importante não é onde permaneces, mas em que direção te moves. Navegarás algumas vezes a favor do vento e outras vezes contra ele, mas navegarás e nunca ficarás à deriva, nem ancorado.
Navega, descobre tesouros, mas não tires o teu barco do mar, o lugar dele é lá. Não tentes deter o teu barco em terra, ele precisa navegar por esses mares, porque ele tem pressa de chegar sabe-se lá onde. 
O barco da vida! Não o segures, deixa-o ir embora. Não importa se a estação do ano muda, se o vento vira, conserva a vontade de navegar, porque não se chega a parte alguma sem vontade. Sulca as águas que encontrares. Persegue o sonho, mas não deixes o teu barco sozinho. Alimenta-o com amor, cura as suas feridas, abastece-o de fé e não o prendas nunca. Mergulha de cabeça nesse mar e se a rota não estiver correcta, arrepende-te, volta atrás, enche o teu barco de esperança, mas não deixes que ele se afogue nela. 
Se perderes o teu rumo, não te percas! Se o achares, segura-o!”

terça-feira, 5 de dezembro de 2017

(177) Com o coração nas mãos...(Fátima)

“Eu tive muitas coisas que guardei nas minhas mãos, e perdi-as. Mas tudo o que eu guardei nas mãos de Deus, eu ainda possuo.”
(Martin Luther King)

“Tudo o que as mãos são capazes de fazer, deve ser feito com todo o coração.
Mãos cúmplices que se juntam para tocar corpos e corações. Mãos que buscam corações que falam e suspiram. Mãos que revelam sentimentos pelo toque, e carícias. São mãos que seguram mesmo de olhos fechados e ainda que a mente esteja em repouso. Porque até de olhos fechados há mãos que se unem para segurar e sentir o coração.
Ninguém é obrigado a conhecer-nos por dentro, para isso é preciso ter essa sensibilidade. Mas a verdade é que nem é bom que as pessoas nos conheçam a fundo, ao ponto de merecerem segurar a nudez do nosso coração. Mas para além das superficialidades, necessitam conhecer a alma...”

segunda-feira, 4 de dezembro de 2017

(176) Super Lua...(Maia)

“Esperei pacientemente. Apontei sem que a mão tremesse. O tempo passava lento. Finalmente, ela sorrateiramente foi aparecendo aos poucos atrás daquela árvore enorme, sem nunca perceber que eu a esperava e via...e ela altiva, sem receios expôs-se completamente. Disparei. Ah essa lua cheia...Cheia de magia. Aqui ficou ela para sempre...”

quinta-feira, 30 de novembro de 2017

(175) Outono e vida...(Maia)

“Este é o MEU OUTONO! 
Céu azul, brisas geladas, sol que aquece, finais de tarde alaranjados e noites mais estreladas do que nunca! As folhas e flores secam, caem sonolentas ao som raro do canto de alguns pássaros resistentes...e aquele pôr-do-sol laranja que se mistura com o azul, o amarelo e o vermelho!...
A natureza desfaz-se de tudo aquilo que já não serve, de tudo o que já teve vida, beleza, frutos e flores e que ficarão na memória como recordações boas, para dar lugar a novos tempos, mais além...
Deveriam ser assim as pessoas. Desfazerem-se de tudo o que não serve mais, para dar lugar a novos caminhos, novas pessoas, novos objectivos...nova vida, fazendo o balanço para ver se valeu a pena ou não.
E agora, resta esperar o inverno passar como num sono profundo, para depois lançar as sementes á terra, que no calor e nas chuvas da primavera vão florescer de novo com vitalidade e beleza! 
Não existem palavras suficientes para expressar esta sensação de paz...”

quarta-feira, 8 de novembro de 2017

(174) Pessoas de bem...(Fátima)

“Há pessoas que surgem na nossa vida para nos darem paz. Pessoas que nos empurram para o melhor de nós e nos apontam o caminho do bem. Essas pessoas são o sorriso em dia enevoado e suporte quando nos parece faltar o chão. Pessoas que pensam novas formas de nos fazerem bem, que se preocupam e demonstram-no. Pessoas que são abraço mesmo lá longe e a certeza de que tudo irá dar certo. Pessoas que nos emprestam o coração para morar, nem que seja temporariamente e que semeiam pensamentos bonitos nos nossos dias. Pessoas que merecem tudo o que de mais belo a vida tem...e reforçam a nossa fé. Para essas pessoas eu tenho: amor, oração e gratidão eterna.”

sábado, 7 de outubro de 2017

(173) Organização e Foco...(Beja)

"Os nossos sonhos, desejos e vontades não se concretizam apenas por absoluta falta de organização. Nada na nossa vida que seja importante, pode concretizar-se sem que haja organização. Ela é o segredo das grandes realizações. Sê organizado e perceberás que o que te falta não é tempo ou recursos, o que tu precisas é de organização.
Repara no girassol. Na sua anatomia perfeitamente organizada, que lhe permite posicionar-se. O girassol posiciona-se sempre de frente para o sol, mesmo que este se encontre oculto atrás de uma nuvem. O girassol procura sempre a luz, a vitalidade, a força, a beleza do sol – é a sua organização, é o seu foco. Tenta sempre captar o lado luminoso da vida. ORGANIZA-TE. Para isso precisas aprender a valorizar tudo o que de bom já recebeste e também a seres grato por isso...
Seleciona o melhor do teu mundo. Sê como o Girassol…”

quinta-feira, 5 de outubro de 2017

(172) Ciclo de Vida...(???)

“Viver, é um apelo diário e constante á força da superação. E no caminho, lutamos e aprendemos a retirar os espinhos que se interpõem no caminho para atingirmos o fim a que nos propomos. Assim são os ouriços. Na rudeza aparente da sua carapaça espinhosa, os ouriços convivem entre si, aproximando-se para combater a solidão, mas ferindo-se quando se tocam com seus afiados espinhos. Mas o seu objectivo primeiro é proteger o que têm dentro de si e convivem numa solidão sofrida, porque se a sanam sofrem com os espinhos que todos possuem. E no Outono, um após outro vão-se abrindo ao mundo na hora de darem frutos e soltar as suas amarras. E libertado o fruto do seu ventre, aumenta a solidão e a eminência da morte anunciada. Na humildade de quem soube proteger as suas entranhas, torna-se um ser raro, secam as suas defesas e a morte é inevitável…”