“Que sonhos? Eu não sei se sonhei... Que naus partiram, para onde? Tive essa impressão sem nexo porque no quadro fronteiro naus partem - naus não, barcos, mas as naus estão em mim.”
(Fernando Pessoa)
“O importante não é onde permaneces, mas em que direção te moves. Navegarás algumas vezes a favor do vento e outras vezes contra ele, mas navegarás e nunca ficarás à deriva, nem ancorado.
Navega, descobre tesouros, mas não tires o teu barco do mar, o lugar dele é lá. Não tentes deter o teu barco em terra, ele precisa navegar por esses mares, porque ele tem pressa de chegar sabe-se lá onde.
O barco da vida! Não o segures, deixa-o ir embora. Não importa se a estação do ano muda, se o vento vira, conserva a vontade de navegar, porque não se chega a parte alguma sem vontade. Sulca as águas que encontrares. Persegue o sonho, mas não deixes o teu barco sozinho. Alimenta-o com amor, cura as suas feridas, abastece-o de fé e não o prendas nunca. Mergulha de cabeça nesse mar e se a rota não estiver correcta, arrepende-te, volta atrás, enche o teu barco de esperança, mas não deixes que ele se afogue nela.
Se perderes o teu rumo, não te percas! Se o achares, segura-o!”





