quarta-feira, 24 de junho de 2020

(196) Fogo de artifício... (Porto)

Confesso que não senti tanto assim, a falta dos fogos de artifício, até porque foi por uma causa maior.
Aproveitei para experimentar sentir as estrelas, silenciosamente muito mais intensas, quando comparadas a essas luzes estrondosas e exageradas. Estrelas são simples, estrelas estão sempre lá, enfeitando sonhos e noites solitárias, não cobram atenção e não fazem exigencias, não há pois o que esperar... Simplesmente o são...
Simplesmente brilham...
Fogo de artifício não deixa espaço para sonhos, para introspecção , para silêncio, para a alma levitar. O que me faz pensar que as pessoas já não se permitem mais sonhar. 
Bom dia de S.João...

segunda-feira, 8 de junho de 2020

(195) Horizontes... (Matosinhos)


A utopia da vida está lá no horizonte. Se te aproximas dois passos, ela se afasta dois passos. Se decides dar dez passos, verás que o horizonte corre dez passos. E por mais que tentes caminhar em direcção ao horizonte, a utopia é cada vez maior e jamais alcançarás...
É que o horizonte está nos olhos e não na realidade...porque todos vemos o mesmo horizonte, mas não temos todos os mesmos horizontes.
Então, serena a mente, fixa o teu horizonte e mesmo que te pareça utópico, tu vais chegar lá...

segunda-feira, 3 de fevereiro de 2020

(194) Dura Caminhada...

“A vida é isto. Momentos  adversos, pessoas que te impedem de progredir. E com esses pesos porque o sol é forte e tens que arrastar os teus algozes, cansas e tens sede. Pensar em desistir leva-te por um segundo a parar no tempo, começando a andar em círculos. O medo toma-te, e o desespero tenta apanhar-te...se cederes, pode ser o teu fim...
Não permitas que essas adversidades te façam desistir daquilo em que acreditas. Não páres no deserto, procura aquele abrigo seguro, aquela pessoa que é capaz de transformar situações adversas e de fazer brotar flores no deserto. Aquele que todos os dias vela por ti e não te deixa perecer...
A caminhada pode ser longa e desgastante, mas no final vai valer a pena. Faz uso da tua vontade e não dos outros, para seguires os teus sonhos e metas.”

quinta-feira, 23 de janeiro de 2020

(193) Saudades...(Matosinhos)

Em 2005, foi inaugurado na praia de Matosinhos o monumento "Tragédia do Mar", uma escultura em homenagem ao naufrágio de 1947, no qual pereceram 152 marinheiros, composto por cinco figuras de órfãos e viúvas cujas faces transparecem a tragédia. 
Estas silhuetas viradas para o mar, ao final do dia, trouxeram-me á memória rapidamente todas as pessoas que na vida já perdi e que não estava preparado para as perder...
Recordei todos aqueles que eu deixei “para depois” ou me deixaram “para sempre”...
A saudade dói...

segunda-feira, 9 de dezembro de 2019

(192) Teia da Vida...(Soalhães)


A vida das pessoas é uma grande teia de caminhos emaranhados que se cruzam a todo e qualquer momento, mais de uma vez até, ou não, mas sempre estarão interligados...
Como dizia Martin Luther King:
“Todas as pessoas estão presas numa mesma teia inescapável de mutualidades, entrelaçadas num único tecido do destino. O que quer que afecte um directamente, afecta a todos indirectamente. Eu nunca posso ser o que deveria ser, até que você seja o que deve ser. E você nunca poderá ser o que deve ser, até que eu seja o que devo ser.” 

segunda-feira, 7 de outubro de 2019

(191) Saber ver...(Vila Chã)

"Não consigo entender como é que alguém consegue fechar a janela sem observar os tons do céu...
Não consigo entender como existem pessoas que se impedem de ver o fim de tarde e as nuvens rosadas....
Não consigo entender porque não aproveitam essa grande paz. Aquela paz que chega de mansinho pela janela aberta e se instala como se fosse de casa há muito tempo...
Não consigo entender porque impedem a chuva de entrar. Será que há coisa mais bonita? A dança dos pingos, os raios iluminando a vida, os trovões mantendo o alerta de que o tempo passa sem que percebamos. E é aí, nesse momento, que eu já não tenho mais dúvidas: as pessoas desaprenderam de ver..."

domingo, 11 de agosto de 2019

(190) Fuga... (Coimbra)

“Não poucas vezes esbarramos com o nosso destino pelos caminhos que escolhemos para fugir dele.”
(Jean de La Fontaine)

“Só aceitarás uma verdade quando primeiro a negares do fundo da alma e não fugires do teu próprio destino.
Se queres garantir a tua própria liberdade, deves preservar-te da opressão do teu algoz e libertares-te da solidão que te serve de companhia. Tem que ser com as tuas mãos que te libertas das grilhetas para fugires desse teu mundo tão hostil. E se pensas que é errado sonhar demais e esquecer a realidade é porque ouves quem não deves. Ouve a música da vida e deixa-te fascinar enquanto vives, pensas, sonhas...cada dia mais…num lugar onde possas encontrar paz e fugir dos teus pensamentos...”