quarta-feira, 19 de agosto de 2015

(163) Vida colorida...(Barcelona)

“Ninguém nasce a odiar outra pessoa pela cor da sua pele, pela sua origem ou ainda pela sua religião. Para odiar, as pessoas precisam aprender e se podem aprender a odiar, elas também podem ser ensinadas a amar.”
(Nelson Mandela)

“Estas sábias palavras deveriam servir para que a humanidade entendesse que é a hora de virar a página e com coragem, pegar nos lápis coloridos, numa imaculada folha de papel branca e colorir a vida com as cores do arco-íris. 
Fica o meu desafio: sem hesitar, usa os lápis mais coloridos e pinta uma nova paisagem na tua vida. Urge que os teus sonhos sejam mais reais do que os teus medos e conseguirás colorir um quadro sem pressa, onde consigas resgatar o brilho do olhar e deixar que transborde tudo o que de mais belo tens dentro de ti. A vida é bela e hoje pode ser ainda mais que ontem...”


(162) Há sempre um tempo...(Lagos)

“Quando se voa sem destino, nenhum vento é desfavorável. Qualquer direcção serve. Acredito mesmo, que é sempre preciso um golpe de loucura e paixão para se construir um destino. E nesse voo rumo ao destino e ao sonho, afastam-se as nuvens para dar lugar a um céu azul, enquanto a lua se mantém ao longe...calada no seu sono deleitada, ouvindo o som da harpa do sonho, enquanto espera o seu próprio tempo de brilhar…quando o sol for dormir e sonhar com as estrelas…há sempre UM TEMPO.”

sexta-feira, 3 de abril de 2015

(161) Um dia de cada vez...(Foz)

"Sexta-feira Santa...sem planos, procuro o lugar de sempre, a esplanada de sempre, aquele mar que nunca é o mesmo e as gaivotas que apenas parecem as mesmas. Tento enlevar-me no silêncio do seu voo deslizante, para tentar fugir ao bulicio das pessoas que procuram desenfreadamente um lugar ao sol, mas esse silêncio é uma utopia. Nunca fui de multidões e muito menos irrequietas. Evito marasmos e cultivo a tranquilidade, a paciência sempre foi uma arma e a ansiedade uma coisa irreal. Sei onde estás, nào sei onde estou, e consigo imaginar um sorriso que não vejo porque o passado é algo que lembro quando necessário, mas o presente é o meu foco e o futuro é certamente o meu caminho que desconheço. Sempre tive a certeza de que viver é uma tarefa, e deixar de exercê-la é perda de tempo. Então eu simplesmente vivo...um dia após o outro, um passo de cada vez, porque há distâncias insuportáveis..."

sábado, 7 de março de 2015

(160) A Teia da Vida...(Soalhães)

“A vida é uma grande teia e todos nós ao longo dos dias, em algum momento, somos levados a conferir os pontos de ligação de cada fio. E cada ponto, é a chave entre os nossos pensamentos, desejos, e ansiedades. As chaves que abrem todas as portas deste labirinto que é a teia da vida. E só com muito trabalho interior ligamos pontos a pontos, e assim formamos a teia numa escala interminável. Somos os construtores desta teia, que tentamos reforçar com responsabilidade, mantendo os elos dessa complexa estrutura, física e espiritual unida e simetricamente urdida. Tornámo-nos além de construtores, bastiões e canalizadores dessas forças, que nos unem a um plano metafísico superior. E se esta teia passa por constantes abalos, é porque a nossa vida esta constantemente a vivenciar colapsos nas suas estruturas, causadas por desvios de conduta e falta de amor incondicional. Cada fio da teia, é parte integrante de um trabalho de interiorização que passa por manter essas delicadas estruturas espirituais e universais em equilíbrio. Cuidemos da nossa teia…” 

segunda-feira, 12 de janeiro de 2015

(159) Insignificante?...(Águas Santas)

“Não desvalorizes nunca o que, aparentemente, é insignificante.
Com o passar do tempo, descobres que simples e pequenas coisas, pessoas «sem importância», situações aparentemente irrelevantes foram fundamentais para seres o que és, para chegares onde chegaste.
Na vida nada é insignificante ou desprezível, mesmo que seja um insecto. Se num ou outro momento chegares a pensar, lembra-te que em cada instante o ser humano é testado, apenas e só porque a vida é um teste. E no momento em que tenhas compreendido tudo isto, perceberás também, que tudo na vida tem o seu valor e que mesmo o menor incidente ou pormenor, foi muito importante para o teu crescimento e para aprofundar o teu carácter.”

terça-feira, 23 de dezembro de 2014

(158) Nevoeiro...(Águas Santas)

“Não esqueças nunca, que a viagem pelo caminho da vida, se assemelha a um denso nevoeiro pulverizado pela sentença do destino. E entre o cais de partida e o cais de chegada, se olhares á tua volta não verás mais nada para além do nevoeiro da despedida. Logo ao nasceres, começas a inexorável contagem do que tens de deixar ao longo desta efémera passagem. São contas de subtrair, não de somar, mais de perder do que de ganhar e para seres inteiramente livre e completo, tens que ousar romper o nevoeiro.
O nevoeiro poderá esconder os teus caminhos, mas nunca a luz que te irá conduzir ao longo da caminhada. Quando o nevoeiro cercar o teu pensamento, não hesites e guia-te pelo farol da tua sensata reflexão.”

sábado, 11 de outubro de 2014

(157) Insuportável...(Praia da Luz)

"É sentado frente a este mar, que os meus sentidos se inundam deste cheiro a areia molhada e sal...imagino-me gaivota a sobrevoar o mar, e tomando o rumo de um qualquer lugar onde se ouvem as tuas risadas e te divertes. Sinto no ar este mistério do vazio, mas vou no tranquilo vôo das gaivotas, rumo à linha oscilante, do mar e desta adocicada maresia. 
E sinto o vento que vai passando no areal, deixando as marcas das gaivotas desenhadas na areia, enquanto da minha cabeça se desvanecem as palavras da lembrança, porque a distância é insuportável e olhando as ondas que se espraiam com rastos na maré cheia, fica-me a íntima idéia, bem clara no pensamento, que muito perdemos em devaneios imorais. E na latência deste silêncio, sinto que muito mais podia fazer, antes de dar lugar á demência. 
As gaivotas, essas não querem nem saber que estou aqui...mas estarei, enquanto o marulhar das ondas não sufocar este silêncio que me leva a esse lugar...onde a distância é insuportável"